RSS Feed

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"E se você fosse embora, por exemplo, se
partisse sem olhar para trás, assumindo
a solidão, sabendo que pode ser um erro,
um grave erro, mas que você se sentiria
bem assim mesmo, faria isso? Perderia a
segurança, mas o que significa estar seguro?
Alguém está? Você poderia admitir,
sem se enganar, que realmente está seguro?"

[O Apanhador no Campo de Centeio]



Se eu te deixasse. Se eu fosse embora sem olhar pra trás... Eu só iria querer te dizer algo. Só iria querer dizer uma coisa antes de partir. Por que tudo que eu quiser nessa vida vai ser você. Seja lá o que você fizesse daí pra frente, eu só iria querer dizer para você não mudar. E que eu sei que elas nunca te amarão como te amei. E que eu acho que não sei mais quem sou depois que fui sua. E um dia então você seria de alguém, e estaria na mesma bagunça que estou. Mas não importa de quem fosse, sei que você sempre seria meu, por que eu soube disso desde a primeira vez que coloquei os olhos em você e não tem como estar errada. E eu tentaria voltar pra você assim todos os dias. Te ligaria todas as noites. Mandaria mensagens. Te deixaria gravações na caixa postal. Cantaria embaixo da tua janela. Mas você não voltaria pra mim. Você nunca foi assim, cabeça dura. Mas dessa vez você seria. Eu me ajoelharia, choraria e imploraria por seu amor. E eu esperaria, sem querer esperar. Mandaria 365 cartas em 365 dias. Bebendo com alguém, saindo com ninguém, beijando um desconhecido, e tentando continuar. Mas enquanto esperasse, noite e dia sonharia com você dentro de mim. E quando visse o sol nascer eu iria querer gritar. Eu não iria querer chorar, juro que não. Mas iria.

Seja lá o que fosse fazer daqui pra frente, seja lá o que iria ser de mim sem você, sei que não seria bom. Sendo assim, ao ir, fecharia meus olhos, tentando não te olhar pela última vez. E isso me custaria muito, por que não consigo tirar meus olhos de você.

A cidade sobreviveria. Você continuaria a ir na escola quando desse na telha e a tirar apenas notas acima de sete. Iria sair todos os dias e encontraria um novo amor. Iria faltar aulas pra passar um pouco do seu tempo com ela e pintaria retratos dela. Enquanto eu estaria aqui, morrendo aos poucos. Não há nada pior que perceber como algo é grande. Enorme. E que você já deixou passar. Eu pensaria em quantas pessoas estariam sorrindo, se apaixonando, respirando o ar de um sábado frio lá fora, com o coração abarrotado de esperanças e a mão segurando uma garrafa de cerveja. Entre elas, você.

"Onde você está? Com quem? O que você vê? O que está pensando? Pensa em mim. Isso não é uma pergunta, eu estou apenas implorando por isso."






Não. Eu não estou segura.

domingo, 19 de setembro de 2010


E depois da chuva, 
seus quase-toques ainda me apavoravam. 
Escorriam pelo meu corpo nu de pêlos eriçados. 
Ensopavam-me de desejo.

Night Shadows

Edward Hopper - Night Shadows
Todos os padrões se soltam como as sombras vazias que pareciam saltar da paisagem. No meio da noite eu o observava seguir depois de algumas duras palavras... Ia e vinha como o pulso frenético e preguiçoso do pintor. É uma lembrança triste (daquelas noites ali sozinha) que me traz um sorriso quase amargo no canto da boca.

- Não me encare assim, por favor...

Tuas palavras ainda me emocionam sem querer.
Teus versos ainda me traem quase querendo.

sábado, 24 de julho de 2010

Eu andei pensando...

Eu gostaria muito de aprender a escrever, sabe?

Dessa forma, quando eu colocasse no papel que você cheira a café, induziria a quem quer que lesse sentir o aroma do capuccino da Kopenhagen, enxergando o momento exato em que ele te toca os lábios, o vapor quente embaçando as lentes dos seus óculos e o pulinho que você dá ao sentir o líquido quente tocar a boca; e quando eu falasse das suas camisas sempre amassadas, as pessoas poderiam te ver de pé no ônibus das sete, indo pra universidade, ouvindo Los Hermanos no mp4, cantando "Morena" meio alto, sem se importar com as milhares de pessoas apressadas esbarrando em você o percurso inteiro; e se eu contasse das suas mãos macias e pálidas, surgiria na mente de todos a sua imagem sentado na varanda do apartamento, num dia nublado e completamente prateado, com aquele cobertor velho que você insiste em não trocar, folheando "O Castelo de Vidro", só porque você soube que é meu livro favorito; e as suas sombrancelhas, elas são totalmente normais! Nem grossas demais ou finas demais, ou formando uma monosselha ridícula. Ninguém entende o quanto isso é importante pra mim! Se eu soubesse descrevê-las, talvez as pessoas notassem a forma que elas se curvam quando você sorri ou faz aquela carinha de peixe no aquário e finge estar triste por alguma coisa boba... E a forma como a tua voz rouca lambe minhas orelhas suavemente, ou toca meus tímpanos com agressividade, me transformando num tipo indeterminado de zumbi, que acredita em tudo que você diz. E o seu sorriso... (pausa para suspiro) Ah, o seu sorriso. Eu nunca saberia descrever a forma perfeita como seus dentes amarelos surgem tão expontaneamente. E imediatamente me vem aquela vontade de rir junto a ti. Ou aquele sorrizinho inocente e debochado de criança, que faz meu coração quase saltar pela boca e meus olhos brilharem como as luzes de uma noite de natal.

Não é um sorriso qualquer. Não é um cheiro, ou camisa, ou qualquer-outra-coisa-que-vem-de-você qualquer. Eu queria apenas saber descrever o que sinto, mas não creio que ninguém mais poderia entender, não mesmo. Ninguém mais poderia te ver assim como eu vejo. O quanto você é, da maneira mais simples, perfeito para mim!

Pena que ainda não o encontrei.

Esse texto é meio velho...
Devo dizer que estou começando a mudar de opinião sobre a ultima frase.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Wonder Years


O Dono do Beijo
Sempre haverá um beijo que você nunca vai esquecer, acredite.
Não precisa ser o primeiro, nem o ultimo.
Será apenas O beijo!
E você saberá quando ele acontecer.. :)


ACREDITE.

terça-feira, 6 de julho de 2010

500 Days of Summer


O pior de tudo é quando você cria Expectativas. 
A dor mesmo, só surge através de quebra de grandes Expectativas.. 
Estou aprendendo a viver sem elas.. 
Quem sabe assim eu fico bem (ops, isso seria mais uma?).


Que venha o Outono..


O lobo uiva sob as folhas

Ao cuspir as penas bonitas

De sua farinha de vísceras:

Como ele, eu estou consumida.

Just me

- Porra! O que é isso no espelho?
- Um sorriso, oras.
- Ah, é...

Há tempos que eu não sorria assim..

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Eu não te amo mais

É... Eu não te amo mais. Levanto, estufo o peito e se vier na minha frente ainda meto o dedo na tua cara, só pra dizer: Eu não te amo mais!

Por 3 anos estive escrevendo teu nome em folhas do meu caderno com coraçõezinhos vermelhos voadores ou flechados. Nossos olhos se encontravam entre as paredes do meu quarto, nos meus sonhos, nos delírios de uma garota que não perdia nunca as esperanças. Eu podia ver, podia ver cada momento junto a ti depois de te conseguir de volta, podia sentir cada gosto, beijo, cheiro novamente. Cada dia ao seu lado seria deleito da minha suposta loucura transformada em realidade! Pude ver... Por três longos anos eu pude sonhar e flutuar sobre a Razão que já não me alcançava mais. Todas as suas mãos lá em baixo tentavam me puxar, como um polvo feroz tentando agarrar sua presa, mas minhas asas iam mais longe! Lá estava eu, em cima daquela nuvem rosa e perfeita, com todos os sentimentos à flor da pele, sonhando com o dia que você ia me notar novamente...

Até que você veio. Musculoso, forte, alto, impávido, imponente como nunca antes fora. Com todos os dentes e garras de algum monstro impiedoso qualquer, apoiou a Razão em seus ombros e disse para ela me tirar de vez dalí. E assim ela fez, me puxou e me jogou no chão duro e frio. Todas as verdades pequeninas me rodeavam e riam de mim, caçoavam da pobre garota apaixonada. Cega. Cega por tempo o bastante para nunca antes notá-las. E agora elas cresciam à minha frente. Pareciam enormes!

Fiquei ali durante dias e dias e dias e mais dias. Todos os minutos eram como dias longos e excruciantes de saudade, nostalgia, dor e verdades que me mutilavam aos poucos. Eu queria sumir. Queria ir para bem longe dali! Mas não tinha mais forças. Logo ali à frente estava você e a Senhora Razão, desfilando de mãos dadas bem na minha frente. Você me apresentou a ela como se nada mais importasse! "Que diferença faz?" Palavras suas.

Eu me perguntei por tanto tempo... Que diferença faz? Que porra de diferença faz? E agora eu descobri. Descobri que todos esses anos jogados pela janela do quarto andar da rua 17, foram nada mais nada menos que fingimento. Eu não te amo mais! Desde o dia que te deixei partir, já não te amava mais. Há mais de 3 anos eu não te amo mais, há mais de 3 anos eu finjo que teu nome faz meu coração pulsar e que teu cheiro está por todos os lugares. Mas quer saber? Nem lembro mais do teu cheiro. Cara, eu não te amo mais... Eu só fingi todo esse tempo. Fingi que te amava porque você era um sentido. Um caminho que eu tinha certeza que deveria trilhar, algo que me prendia, que me movimentava... Agora eu sei. Eu não te amo mais! Eu tenho certeza absoluta e digo com todas as letras!

E me sinto bem pior do que quando te amava.

Sobre a Chuva

Tirando do varal todas as palavras que ainda estavam lá presas.
Antes que chova mais forte.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Malbec

Ele sacode e aperta o tubo de mostarda até sair a última gota. Seus dentes tortos quase brancos destacam-se entre os pêlos de sua barba escura. Abocanhando como um cão faminto aquele cheese bacon sem salada. Pedaços de batata palha e bacon caem na mesa.. Pingos de suor escorrem-lhe pela testa e descem pelas bochechas vermelhas.
São onze horas da manhã e ele já está aqui. Vou andando por entre as mesas entregando os demais pedidos, tentando não errar nenhum, fingindo pra mim mesma que sua presença de nada me afeta; que seus olhos azuis piscina de nada me encantam; que suas pálpebras escuras e olheiras profundas de nada me surpreendem... Que eu não fico toda manhã contando os minutos para vê-lo entrar por aquela porta e dar uma ultima tragada no Malrboro vermelho, antes de jogar no chão e pisoteá-lo apagando. Fico esperando ansiosamente para entregar-lhe o cardápio do dia e tocar sua mão, mesmo já sabendo seu pedido decorado.
- Eu quero um cheese bacon sem salada, com batata palha extra pra agora... Depois me embrulha um pedaço da lembrança desse teu sorriso pra viagem ;)
Mal sabe ele que a maior gorjeta do meu dia são os cinco minutos que leva para engolir aquele sanduíche barato. Em duas ou três mordidas ele leva um pedaço do meu coração. Lambe um a um os dedos de mãos sujas que nem lava, unhas aleatoriamente grandes demais ou roídas além da conta... Limpa na camisa branca de algodão gola em V e desliza os dedos por entre os cabelos lisos e oleosos. O dinheiro contado tirado do bolso da calça desbotada, moedas rolam sobre a mesa... Ele vai embora.
- Espera! Me diz teu nome! - imploro em silêncio.
Mas tudo o que me deixa é um rastro etílico pelo ar misturado com o cheiro amadeirado e forte do seu perfume Malbec.

- Me diz teu nome...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Comendo sarcasmo no café da manhã.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Nojo.

- O que foi que você disse? Diz de novo.
- ...
- Como é?
- ...
- Mais uma vez...
- ...
- Ah, cansou? Que nada... Quem cansou fui eu, de engolir sempre tudo que você diz.
- ...
- Fala de novo, vai.
- ...
- Porque sim! Quero ouvir tudo que você tem a me dizer agora.
- ...
- Porque quanto mais você fala, mais eu quero ficar longe de você. Isso é muito bom, sabia?
- ...
- É sim... Mas não se preocupe, que amanhã já não lembrarei de nada que você disse. Só não repete muito meu nome, porque já estou ficando com nojo dele, e vou ter que aguentá-lo pelo resto da vida... Rá... "Resto da vida". Isso não te soa familiar?

(...)

Apagando da mente todas as tuas mentiras. :)

terça-feira, 18 de maio de 2010

O Desengano.

Eu ri.
Pois é tudo psicológico. Psicologia barata dos infernos!
Nunca te amei, contente-se com isso.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A última frase proferida.

- Não entendo. Que diferença faz eu ter sido alguém na sua vida ou não? – Ele me perguntou.

Sabe quando você ouve moedas caindo ao chão? Imagine-as em câmera-lenta. Saltitando pela calçada. Empurrando-se ladeira abaixo. Aquele barulho interminável. Até a última queda. Era essa a última.

As primeiras moedas tentam te alertar, mas você é burro demais para só ouvir quando a última chega ao chão...

- Toda. – Eu disse. E nada mais precisava ser dito.


Se você não me entendeu até agora, nada mais precisava ser dito.
Pague na mesma moeda (?). Neste momento odeio a tua voz e tudo que vier de ti.

O Tapa.

Sabe o que tu sentes? Sabe o que sentes quando te estapeiam a face? Não, não sentes a dor exatamente naquela hora. Apenas um choque; uma falta de ar estranha; um sufoco inexplicável. Toca teu rosto então e podes sentí-lo ardente. Teus neuronios ainda estão assimilando o que foi aquilo, não é? Tudo passa rapidamente na sua mente. Em questão de segundos os ultimos momentos de sua vida se tornam um pequeno livro de bolso folheado pelo vento. As palavras descolam/decolam* das páginas e se embaralham flutuando em sua mente; ligando-se em frases apenas as consideradas importantes pelo teu orgulho. Então é isso, alguém deu um tapa em sua cara!!
Olhas para a pessoa que te feriu (tanto em tão pouco tempo. ou não) e perde as forças. E aí é justamente quando a dor surge, e é tão excruciante que você precisa ser bastante forte para não lhe escorrer dos olhos um oceano de lágrimas.



 *Fiquei em dúvida sobre qual ação seria mais adequada.
Ah, se algum dia te fiz sofrer... Não pretendia te machucar. Desculpe-me. O som do teu choro é um corte profundo em minh'alma. A cada lágrima tua envergonho-me mais ao me olhar no espelho. Não penses tu que meu sorriso é de um ser insensível e ensopado com o suco doce do sarcasmo. É o mais puro nervosismo e abismo de quem esconde a própria dor.

Preciso de ti para sentir que o amor existe.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mastigo tuas palavras, e cuspo na tua cara.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Compilação 1


Since 2007 

5 - outubro - 2008













The End


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Figurinhas com Holograma


Não quero mais sonhos cor-de-rosa. Quero branco, preto, azul e amarelo; quero todas as cores do arco-íris e derivações. E quero mais, muito mais.
Quero a melhor figurinha do album, o melhor beijo doce no lábio, quero sol, quero chuva. Quero água na boca. Quero alegria, olhares, risos, brilho da lua numa noite cinza.
Quero dançar, cantar, gritar. Quero sorrir, chorar, sentir.
Quero rubor, quero amor. Quero borboletinhas no estômago.
Quero tudo e quero nada, pra depois preencher de tudo de novo. Quero alegria e, enfim...

- elas me fazem perder o fôlego.


Textinho dedicado aos meus grandes amigos do 3º ano.
Pra sempre as melhores figurinhas do album.

Fonte de Inspiração Inesgotável

Minha inspiração são meus últimos dias, horas, minutos; o cheiro de pão quentinho às dezoito horas; o barulho de chuva na telha; o friozinho gostoso das cinco e meia. Minha inspiração são meus passos e tropeços, as poças e os lagos; a pedra que lá joguei, a onda que a devolve; o vento, o tempo, a saudade; a angústia, a nostalgia, a tristeza, a solidão, o silêncio barulhento. São meus dias inesperados, meus amigos e inimigos, são conversas mal-resolvidas; são desabafos, desesperos, enganos, medos. São pessoas, amores, paixões, ilusões e desamores. São os olhos dele e as lágrimas dela. São o sorriso bonito daquela pessoa banguela! São as conversas de bar, as sensações, inovações, gargalhadas que as vezes soam como facadas. São meus pensamentos indizíveis, invisíveis ou inatingíveis. São o novo, o velho, o hoje, o amanhã, o nada e o tudo ao mesmo tempo. São palavras sem sentido, que em algum lugar no meio do caminho me identificam. Me decifram. São as banalidades do dia-a-dia. São palavras soltas de um velho bêbado. São o que você quiser. São só palavras.

É, eu gosto de me impressionar com cada detalhe banal da vida.
Pra não virar rotina.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Plágio - Isso é crime!

"Cristal"

Existe algo mais angustiante que ver algo que VOCÊ escreveu, em algum lugar estranho que não identifique-o como autor? Você não sabe se fica feliz, porque alguém no mundo leu algo que você escreveu e gostou o bastante para perder seu precioso tempo copiando dando o básico ctrl-c/ctrl-v e colocando em algum lugar especial; ou se você cria um ódio imensurável por ter sido plagiado!

Não sei o que é pior também, ser plagiado ou virar um "autor desconhecido". É, porque assim que eles surgem, os autores desconhecidos, e estão por todo lugar. E eu sempre quis conhecer um autor desconhecido. Imagina só, talvez você ou eu mesmo, hoje no metrô, na faculdade, no trabalho ou na rua tenha esbarrado com o cara que disse "filho de peixe, peixinho é" pela primeira vez na vida. Eu nunca saberei. Ninguém nunca vai chegar pra ele dar aquele tapinha nas costas e dizer: "cara, que frase legal você criou!". E quando ele disser: "EI! Fui eu que inventei isso!", o amigo dele vai olhar pra ele com cara de desdém e rir pensando: "que louco".

Pois é, eu não sou louca. Minha amiga Lívia não é louca só um pouco! Não, eu não me confundi. Esse textinho é meu. Eu escrevi para ela, na frente dela, entreguei em suas mãos e hoje está no about do orkut dela, no meu blog e nesse blog até então desconhecido.

É engraçado, viu... O que faz as pessoas tentarem se destacar com a forma dos outros de escrever? É a mesma coisa de você fazer dublagem e fingir que canta bem... Tem coisa mais sem noção?? Uma amiga minha semana retrasada veio me falar que descobriu que todos os textos do blog do seu ex-namorado eram plagiados! Até os que supostamente ele haveria escrito pra ela... Que vergoonha, ein! Ainda bem que ela acabou o namoro bem antes. A decepção foi menor.


DICA aos futuros plagiadores:
Ao menos desative a possibilidade de encontrar seu blog em pesquisas pela net!



Beijos aos plagiadores de plantão. Continuarei de olho ;)
Pelo menos sei que vocês têm bom gosto.

sábado, 24 de abril de 2010

É estranho. Assustador. Viver de morte.

Meu novo amante era branco, não era preto como nos outros dias escuros. E beijá-lo não tinha mais gosto de menta. Estranho como o amei por alguns segundos, mas enquanto ele definhava até as cinzas, eu simplesmente aproveitei.Estavam vermelhos, os olhos. Talvez eu tenha chorado, por um minuto, um segundo. O que sei foi que gostei. E isso sim é estranho.

E se ele se foi? Terei outro. Um novo amor; um novo amante.
Do meu ex, acho mais vinte, quarenta...
Todos iguaizinhos embrulhados numa caixinha que vou comprar ali na esquina.

Minhas pernas me conduzem em quiasmo.
DIREITA, ESQUERDA, TOMBO.
ESQUERDA, DIREITA...

Respirar é difícil. Um vazio angustiante me consome.
Minha respiração está pela metade. Meu coração.
Chorei, mas foi por dentro, pois não havia força pra mais.
Sorri, por fora. O desgraçado zombava de mim. Me fez sorrir na sua morte.

E ele se perdeu, lá em baixo, no meio do entulho.

(mas meus olhos estavam fundos e continuavam a lhe procurar.)


Engraçado lembrar dessa sensação x)
Roberto corta essa... ♫

Querido Amor,

Escrevo-lhe de dentro de um trem. Eu e meu amante de meio período, minha única companhia. Ele, como sempre, de cabeça quente, força-me a parar a minha escrita de segundo em segundo para dele tragar um punhado de coragem. Meus dedos vacilam sobre a folha amassada ao meu colo. Meus medos ainda espreitam-me. O vazio da saudade é forrado por uma fumaça cinzenta que me consome.
Como sentir falta apenas do que não existiu? Nós coexistimos ali, sabe?! Sobre a pele de cada palavra estava o nosso cheiro...
E é tão Incrível como aqui todas as paredes são surdas.
É, meu bem. O tempo chegou de partir e só me restam essas antigas palavras. Um homem à minha frente carrega um jornal novo no seu colo e está repleto delas numa língua que pouquíssimo compreendo. Será que você tentará me compreender?
Vamos lá, a dor da saudade não é tão complexa assim..
Olhos vermelhos levantam para saltar do trem. Olho à minha volta. Não vejo mais utopias, gritos, culpas. Apenas uma bela paisagem vista através da janela de um trem.

E cá entre nós, Garoto Incrível, é linda.


(exumado!)

Mal-ditas Utopias

Queria dizer teu nome, queria dizer-te meu. Meu Garoto Incrível. Meu, meu, meu.
Queria dizer-te meu em palavras digitadas e postadas, pra que qualquer um possa ver.
Queria dizer-te meu em doces palavras sussurradas ao teu ouvido. Pra que sentisse minha presença.
Queria dizer-te meu a meus amigos, a minha família.. A mim mesma, diante do espelho.
Queria dizer-te meu em palavras gritadas o quão alto eu pudesse. O mais alto possível, nas esperança de tocar teu coração. Na esperança de mudar minhas razões. Na esperança de espantar meus medos. De fazer-te meu.
Queria dizer-te meu.
Só meu.


(mais um texto exumado. pq merece e pq cai bem)

Amante de Meio Período


Você é meu amante de meio período
e um amigo em tempo integral.
Seu vício não é mais a última moda,
mas eu não entendo o que qualquer um pode ver
em qualquer outro além de você.

Ambos temos brilhantes e felizes acessos de raiva
e você está sempre tentando ser verdadeiro...
Até demais!

Às vezes me arrependo de tanto te querer,
mas estou completamente apaixonada pelo jeito como te sinto.

Eu te beijo na sombra de um trem
e fico com o olhar estrelado...
Sugo o máximo que você tem para me dar,
antes de partir com o vento.

E meu corpo fica oscilando de um lado pro outro,
como um pêndulo.
O que me ajuda a contar os últimos segundos com você.

Os pedregulhos te perdoam, as árvores te perdoam.
Então porque o tempo não consegue te perdoar?

Baseado na música: Anyone Else But You


(Pois é, desenterrando posts do meu antigo blog.)

domingo, 18 de abril de 2010

Na minha cabeça, um oceano de palavras.
Mas em minha boca um deserto de silêncio me calava.

sábado, 17 de abril de 2010

Ferindo suscetibilidades

"Já que estamos politicamente incorretos, poderia dizer que, antes de pular, normalmente os suicidas esperam a TV chegar e acumular bastante gente embaixo. Ou seja, é mais fácil você ser atingido por um cocô de pomba do que por alguém pulando de um prédio."
 Sei la..
Achei por aí.. ^^

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Delírios de sarcasmo e um maço de cigarros."
Eduardo Ancellot

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Tentando fazer acontecer...

Mas as coisas ainda teimam em passar por mim rápido demais.

- Pensa rápido, Camila!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"É o velho amor, ainda e sempre.."

Ontem a noite pensei em escrever pra ti, pela primeira vez realmente só pra ti. Eu ia te contar o quanto eu mudei, o quanto as pessoas mudam, e tentam parecer perfeitas pra estarem com outra pessoa qualquer. Pra estar contigo. Pensei em tentar te procurar de novo, em pedir explicações ao menos uma vez que fosse. Porque as pessoas costumam precisar de explicações pra esquecer os erros, superá-los ou até, quem sabe, consertá-los. Você sabia disso? Pensei que eu podia parar de olhar tuas fotos e me sentir mal. Porque as pessoas parecem que gostam de sofrer, de esfregar em suas próprias caras tudo que perderam ou algo assim. Você entende. Pensei que eu podia parar de me apaixonar pelo teu sorriso. Porque sorrisos me conquistam, todos os dias. O teu sorriso. Pensei em parar de pensar. Parar de pensar em você.
Ontem a noite pensei demais..
Mas só pensei.
DEVOLVE ELE PRA MIM, POR FAVOR???

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Eu nunca vou entender

Mais um domingo que você me liga. Igual faz a uns quatro ou cinco anos. Você beija a sua mãe depois do churrasco, dá um oi carinhoso e finalmente pensa sem culpa na sua ex, cheira sua camiseta pra ver se a coisa tá muito feia e descobre que sua vida está prestes a ficar vazia: chegou a hora de me ligar.

Você não sabe ao certo o que vê em mim, mas também não sabe ao certo o que não vê. Você sabe que pode ter uma mulher mais gostosa do que eu, mas por alguma razão prefere a gostosa garantida, aquela que ainda ri das suas piadas. Mesmo sendo as mesmas piadas há quatro ou cinco anos.

Aí você me liga, com aquele ar descompromissado e meigo de quem só quer ir no cinema com uma velha amiga. Eu não faço a menor idéia do que vejo em você, mas também não faço idéia do que não vejo. Eu posso ter um cara mais gostoso, como de fato já tive milhares de vezes. Mas por alguma razão prefiro suas piadas velhas e seu jeito homem de ser. Você é um idiota, uma criança, um bobo alegre, um deslumbrado, um chato. Mas você é homem. E talvez seja só por isso que eu ainda te aguente: você pode ter todos os defeitos do mundo, mais ainda é melhor do que o resto do mundo.

Aí a gente, sem saber ao certo o que está fazendo ali, mas sem lugar melhor para estar, acaba pulando o cinema que nunca existiu e indo direto ao assunto. O mesmo assunto de quatro ou cinco anos que, assim como as suas piadas, nunca cansam ou enjoam.

E aí acontece um fenômeno muito estranho comigo. Mesmo quando não é bom, mesmo quando cansado e egoísta você não espera por mim e vira pro lado pra dormir ou pra voltar à sua bolha egocêntrica de tudo o que é seu, eu sempre me apaixono por você. Todas as vezes que te vi, nesses últimos quatro ou cinco anos, eu sempre me apaixonei por você. Eu sempre estive pronta pra começar algo, pra tomar um café de verdade, pra passear de mãos dadas no claro, pra poder te apresentar ao sol sem receber mensagens de gente louca ou olhares curiosos, pra escutar uma piada nova. E você sempre ignorou esse fato, seguindo seu caminho que sempre é interrompido pelo vazio da sua camiseta fedendo a churrasco. Eu nunca vou entender. Eu nunca vou saber porque a vida é assim. Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais.

Eu só sei que agora eu vou tomar um banho, vou esfregar a bucha o mais forte possível na minha pele e vou me dizer pela milésima vez que essa foi a última vez que vou ficar sem entender nada. Mas aí, daqui uns dias, igual faz há uns cinco ou seis anos, você vai me ligar. Querendo pegar aquele cineminha, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.


- Tatiane Bernardi

segunda-feira, 1 de março de 2010

Relembrando e/ou Revivendo...

"Mais uma tentativa,
mais uma patada.
Bem que sempre me disseram para comprar um cachorro...
Patada de humano dói mais."
(sábado, 8 de novembro de 2008)


Quem diria que haveria uma nova chance?
Quem acreditaria que eu iria disperdiçá-la...?

É, como minha irmã (que nem me conhece tanto assim) disse:
- No dia que tu ficar com ele de novo, tu não vai querer mais. Como tu sempre fez!

Não... Eu não queria só amizade. Mas eu me bastaria com isso, juro :/

Resposta pra minha irmãzinha:
- Eu só quero meu coração de volta. Se eu conseguisse isso com um beijo, que culpa teria eu?

Devolve ele pra mim, por favor?