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domingo, 18 de janeiro de 2009

Never mine. But, I swear... For ever in my mind.

Eu sonhei contigo essa noite. E acordei sorrindo.
Achei que ia ser assim o fim da nossa história, como no meu sonho.
Mas agora vejo que me enganei, nunca houve o mesmo ritmo. Nunca ouve.
E vc nunca me ouviu, quando eu tentava desesperadamente te dizer que te amava.
Você nunca soube. Nunca.

Então eu percebi o quanto o 'never' é tão mais parecido com a gente do que o Suddenly.
É isso. Foi bom. Mas foi.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Fiquei de Pé

Sentidos antes tão sombrios, agora sóbrios...
Queria imergir de volta as águas turvas do delírio.


Senti meu cérebro oscilando como um pêndulo. Cabelos voaram de mãos dadas com o vento frio que covardemente se aproveitara da pequena fresta na janela. O calafrio vagabundo da solidão me fazia arrepiar e sorrir sem motivo. Tinha um barulho, um barulho irritantemente incessante de algo pingando. E pingando, e pingando... Podia ser totalmente confundido com o pulsar do meu coração, lento e i r r i t a n t e m e n t e i n c e s s a n t e.
Abri a janela e não sei bem se foi o vento ou o som da realidade vindo das calçadas cinzentas, mas quase voei contra a parede do outro lado do meu quarto. Foi como um choque, eu e a realeza Realidade. Estava diante dos meus olhos e eu me recusara a ver durante semanas.
Tentei chorar, mas meus olhos estavam tão vazios quanto meu peito. Sim, mas era o vazio do meu peito que me enchera de esperança todo este tempo. Esperança boba. Os óculos que corrigiam a minha miopia insana estavam logo ali no criado mudo e eu me negara a usá-los.
Antes estes óculos escuros e opacos que usei todo esse tempo, que a realidade cruel. Agora estava tudo abalado, o meu enorme refúgio opaco estava despedaçado. Isso. Abalado demais, chocado demais, e algo me impedia de querer levantar e colher os cacos que restavam. Acho que porque mais do que em qualquer outro dia, me sentia sóbrio o bastante para notar que só iria me machucar mais pegando esses cacos afiados no chão.
Sabe, eu ainda não via tudo como deveria ver, mas eu sabia o que era. Não que eu não soubesse antes, mas algo tinha me concedido um tipo de passe para um mundo só meu, onde havia apagado essa fase da minha vida... E agora, eu estava prestes a embarcar nela novamente. A escuridão que me privara da dor havia sido arrebentada por qualquer coisa estranha e assustadora que entrava pela janela. E eu a sentia entrando na pele como uma faca afiada. Afiada mesmo. Sem dó. Simplesmente rasgava tudo que tentasse barrá-la. E eu estava disposto a parar de tentar.