Elas mordem ao invés de beijar. Preferem bater a acariciar. Talvez é porque admitam quão fácil é para o amor dar errado, de repente se tornar impossível...impraticável, um exercício da futilidade. Então elas o evitam e procuram consolo na raiva, e medo, e agressividade, que estão sempre ali, prontamente disponíveis e acessíveis. Ou talvez, só talvez... elas só não tenham todos os fatos.
Raiva e ressentimento podem te impedir de fazer as coisas. É o que sei agora. Ela não precisa de nada para queimar além do ar e da vida que ela engole e asfixia. É real, assim - a fúria, mesmo quando não é. Ela pode mudar você...transformar você... moldar você em algo que você não é. A única outra face da raiva, então... é a pessoa na qual você se torna. Esperançosamente alguém que acorda um dia e percebe que não tem medo de seguir a viagem, alguém que sabe que a verdade é, no melhor, uma história parcialmente contada. Que a raiva, como crescimento, vem em jorros e esguichos, e no seu acordar, deixa uma nova chance de aceitamento, e a promessa da calma.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
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