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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Eu acho que..

..ando me drogando demais. Ou então não consigo entender o que me leva a fazer certas coisas! Eu só sei que tenho que dizer isso pra alguém.. E, certamente, os poucos que leem isso aqui já me bastam. Até se for pra o Ninguém. Eu não gosto de falar sozinha na vida real, é coisa de doido. Mas aqui não. Oi, vazio :D Posso conversar contigo? Pois é... Tenho que falar que NUNCA senti um alívio tão bom, uma paz, uma sensação de que está tudo indo pelo caminho certo... Até que enfim me livrei de certas... bom, você sabe de quê! É que..

Eu andei COMENDO a personificação da crueldade!
Crua.



Chupa essa manga!
Mas coloca sal, porque ta verde...
(ainda falta muito pra ficar madura)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lucas e Dani

não eram exatamente como velhos amigos de infância. Eles se conheciam a pouco mais de um ano. Lucas havia morado em alguma cidade interiorana de São Paulo por longos e chatos 15 anos de sua vida.
Era uma cidade tão pequena que se você tirasse uma nota menor que oito na escola, no domingo o padre daria um sermão na missa sobre a "falta de responsabilidade dos jovens hoje em dia". Mas claro que como nenhum outro garoto normal da idade de Lucas, aos domingos ele não só não ia à missa nenhuma, como também aproveitava o dia para fugir com sua amiga Duda para estudar - o que era uma boa desculpa para poderem ficar chapados juntos e saírem escondidos pra pichar o muro da única escola da cidade ou coisas do tipo.
Foi numa dessas aventurazinhas de domingo que Lucas foi preso e sua mãe, Laura, após pagar uma altíssima fianças e escutar o delegado falando por horas sobre a importância dos pais na vida dos seus filhos - que na verdade foi o que mais a irritou - resolveu que iria morar com sua irmã mais velha em Recife. E levaria Lucas junto com ela.
Podemos dizer que ela aproveitou-se bem da situação. E ate se sentiu um pouquinho mal ao ver seu marido de chapéu e botas de cowboy - ridiculamente caipira, rabugento e fedorento - grunhir algo como vadia, arrumar a fivela enorme do seu cinto, cuspir no chão e dizer:
- Não vou a lugar algum!
Mas esse sentimento triste foi apenas por alguns segundos. Antes dela se lembrar do casamento com comunhão de bens. Depois disso foi só alegria. Partiriam para Recife em duas semanas, o que Laura considerou tempo suficiente para Lucas acostumar-se com a idéia e pra ela dar início às papeladas e burocracias do divórcio.
Foram as duas semanas mais longas da vida de Lucas, uma vez que ele não via a hora de sair daquela cidadezinha medíocre. Porém, na hora de sua partida, quando olhou os doces olhos cor de mel de Duda, sentiu um vazio enorme dentro de si, foi como se percebesse naquele segundo o quanto ela lhe faria falta. Como se deixasse um pedaço seu para trás.
Respirou fundo e foi abraçar a única pessoa que havia lhe entendido e acompanhado durante tanto tempo. Duda tentou chorar aninhada aos braços do amigo, mas estava tão chapada que não conseguia.
Relutantemente ela enfiou sua última trouxinha de erva no bolso do casaco dele sem que ninguém notasse, o que dali a algumas horas, no avião, Lucas iria descobrir como a maior representação da afeição dela por ele e ia até parar de se sentir tão constrangido por ter sido tão sentimental na hora de partir dando um beijo na testa da amiga, como se quisesse protegê-la do que ela teria que viver ainda ali e, pior, sem ele ao seu lado.
Ele nunca iria esquecer o sorriso sereno da amiga.
Nunca mesmo. 


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